Desde 1999, o portal da Rússia em língua portuguesa

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Estamos de volta!

O Rússia Hoje começou em 1999 quando comecei a colocar na internet, ainda amadorísticamente, todo o material sobre a Rússia que eu possuia. O objetivo era disponibilizar aos visitantes o máximo de informação sobre a Rússia em língua portuguesa.

Com o tempo o empreendimento foi crescendo e tornou-se a maior referência sobre o país em nossa língua portuguesa, sendo recomendado por inúmeras pessoas e entidades distintas.

Logo o Rússia Hoje formou parceria com a agência de notícias russa RIA-Novosti (em 2001) e passou a disponibilizar seu conteúdo com exclusividade no Brasil. E o mesmo Rússia Hoje passou a publicar artigos próprios exclusivos.

Com o tempo tornou-se difícil manter o site constantemente atualizado e ele foi congelado. Entretanto, 10 anos depois de sua criação em 1999, o Rússia Hoje está de volta inicialmente republicando todos os artigos que existia no site original e futuramente novos conteúdos e materiais.

Continuem conosco!

Atenciosamente,

Douglas R. Nascimento

junho 18, 2009   Sem respostas

Círculo Cultural Nadejda

O Brasil é um país que abrigou e recebeu ao longo dos anos diversos tipos de culturas diferentes, que vieram para o Brasil, geralmente com intuito de buscar condições melhores de vida sendo que, os seus respectivos países de origem passavam por adversidades em conseqüência das guerras.
No Estado de São Paulo podemos observar vários tipos de culturas como: Italiana, Japonesa, Holandesa, Judaica, Russa, Alemã. Para que esses povos mantivessem seus traços culturais originais , cada comunidade começou a divulgar sua cultura transmitindo de pai para filho e também, que por sua vez foi uma forma de integração entre nós Brasileiros e os povos imigrantes.
Essa divulgação cultural ocorreu de várias formas: costumes, religião, culinária etc. Algumas comunidades criaram grupos de danças para transmitir esses costumes, como exemplo citarei o Grupo de danças Folclóricas Russas “Troyka”, que faz parte do Círculo Cultural Nadejda.

O Grupo Folclórico Troyka foi criado no começo da década de 80 e foi conduzido pelo professor e coreógrafo Igor I. Pushnoff, nascido na cidade de Simbirsk na Rússia e a princípio era formado somente por descendentes e filhos de Russos, entretanto, atualmente também possui membros que simpatizam com a cultura Russa.

O intuito do grupo de dança é transmitir a cultura russa e integrar os filhos, imigrantes e descendentes de russos à cultura Brasileira. O Grupo Troyka possui um amplo repertório de danças que mostram as riquezas culturais de diversas regiões da Rússia, desde o extremo leste do País até a sua porção oeste européia, desde o norte da Sibéria até nas fronteiras com os Países da região do Cáucaso e os Países da região leste asiática. Essa riqueza de diversidades culturais contagia o espectador que cada vez mais se interessa pela cultura russa e à pesquisa com afinco.

Foto: Douglas Nascimento

Outra riqueza de diversidade cultural regional que pode ser notada no Grupo Folclórico Troyka são seus trajes vistosos que mostram os processos históricos regionais, que o espectador e admirador poderá aprofundar seus conhecimentos na cultura Russa que é tão bela e ampla.

O Grupo atualmente é coordenado pelo coreógrafo-professor Igor I.Pushnoff. Os interessados em ampliar seus conhecimentos sobre a cultura russa, em aprender a língua russa ou em ingressar no maravilhoso mundo das danças folclóricas através do Grupo Folclórico Troyka , pode ser feito o contato pelo e-mail: dimasbr@pravda.ru

outubro 4, 2003   Sem respostas

Vladimir Putin – Homem com Espírito de Combatente

Vladimir Putin foi o quinto primeiro-ministro na história da Rússia pós-comunista e é o atual Presidente da Rússia.O nosso país entrou no então ano 2000 com um novo líder que conhecem a relativamente pouco tempo. No alto escalão do poder, Vladimir Putin apareceu em 1999 quando foi nomeado primeiro-ministro. Antes, ele passou a maior parte da vida e da carreira política na segunda maior cidade da Rússia – São Petersburgo.

Vladimir Putin

Hoje em dia, muitos interrogam-se do “fenômeno de Putin”, procurando saber a razão do seu ascenso ao poder tão rápido e vertiginoso. No caleidoscópio de opiniões acerca disso, vários peritos consideram que o êxito de Putin se deve às suas qualidades morais, antes de mais, ao seu “carater de combatente”.

Vladimir Putin nasceu em 1952, em Leningrado (hoje, São Petersburgo), numa família de trabalhadores. Foi formado em Direito na prestigiosa Universidade de São Petersburgo. Paralelamente ao estudo praticou desporto – aos 22 anos tornou-se campeão da cidade no judô. Concluído o curso, ao jurista jovem foi proposto trabalho nos órgãos de segurança da URSS – nomeadamente, no KGB. Segundo confessou Putin, ele “aceitou de imediato” esta proposta. Até 1990 prestou serviço no Primeiro Departamento Geral do KGB, em 1985-90 trabalhou na antiga RDA onde foi promovido ao cargo de coronel.

No período da “perestroika”, Putin aproxima-se de um dos seus arquitetos, jurista Anatoli Sobtchak. Nos tempos de estudante, Putin frequentou as suas aulas na Universidade. Em 1990, quando Sobtchak foi eleito presidente da Câmara Munipal, ele torna-se seu conselheiro e, depois de abandonar o KGB, passa a chefiar o comitê municipal para as relações exteriores. O ex-”agente secreto” passou a ser a “mão direita” do prefeito. Em 1996, Putin defende a tese de doutorado sobre a formação das relações de mercado em São Petersburgo. Em 1997, Vladimir Putin foi convidado a trabalhar em Moscou, na Administração do Presidente da Federação Russa. Alí, ganhou a reputação de especialista muito competente, com o espírito de iniciativa, embora pouco notável.

Em 1998, Putin foi nomeado chefe do Serviço Federal de Segurança ( ex-KGB), em Agosto de 1999, torna-se o primeiro-ministro. Naquela altura, observadores ligavam essa nomeação ao peculiar estilo de trabalho do Presidente Ieltsin que costumava remodelar o elenco ministerial na batalha contra a Duma pró-comunista. Todavia, o novo candidato ficou no poder por mais tempo, em comparação com outras figuras promovidas por Ieltsin.

Putin revelou-se logo como político ativo e resoluto, sem receio de tomar a responsabilidade pela operação antiterrorista na Tchetchênia. Sob o pano de fundo do choque emocional sofrido pela população após os atos bombistas em Moscou e outras cidades russas, presumivelmente perpetrados por bandidos tchetchenos, a resolução do novo primeiro-ministro de erradicar o “ninho dos comandos” agradou a milhares de cidadãos russos.

A sociedade, afetada por derrotas na primeira campanha militar tchetchena de 1994-96, depositou confiança em Putin, vendo nele um defensor da integridade territorial e da segurança nacional do país. Este facto repercutiu-se na disposição de vários políticos que viram nos eventos tchetchenos uma excelente oportunidade de fazer parar a “recessão geo-política” que a Rússia conheceu nos últimos anos. Os líderes dos partidos políticos, inclusive os oposicionistas, solidarizaram-se com a política de Vladimir Putin no Cáucaso do Norte.

O sucesso das operações militares, a libertação da maior parte da Tchetchênia, fizeram elevar o prestígio de Putin, capaz de estabelecer a ordem no país, acabar com o banditismo, corrupção e outros fenômenos negativos.
Convém referir que, no momento da nomeação para o cargo de primeiro-ministro, o “ranking” de Putin rondava 2 por cento. Nos finais de Dezembro de 1999, o grupo de “simpatizantes convictos”, de acordo com as sondagens sociológicas, integrou a metade da população da Rússia.

Nos últimos meses de 1999, Vladimir Putin cumpria a maior parte do trabalho do Presidente Ieltsin, cuja saúde estava a degradar. No dia 31 de Dezembro deste mesmo ano, Boris Ieltsin, de 68 anos, tornou pública a sua decisão voluntária de se demitir, tendo atribuido a Vladimir Putin suas funções até as presidenciais marcadas para o Março próximo.

Refletindo sobre as causas do acontecido, muitos analistas chegam à conclusão de que Putin emergiu na arena política no momento oportuno. Agora desvaneceram os ânimos da euforia e da esperança no futuro melhor e no florescimento conforme os “decalques da democracia e multipartidarismo” padronizados no Ocidente.

A recente campanha eleitoral para a Duma demonstrou a imaturidade dos partidos políticos. Sob o pano de fundo dos agudos problemas sócio-económicos, as suas patentes ambições ao poder não deixaram de irritar cidadãos simples.

Neste contexto, o fenômeno de Vladimir Putin pode ser encarado como a consequência de desilusão por parte da sociedade para com os últimos anos e como uma esperança de que um “braço forte” poderá retirar o país da crise e garantir o seu reflorescimento.

O próprio Putin, ao que tudo indica, sentindo essa tendência no seio do povo, publicou, nas vésperas do ano novo, um artigo, destacando que a Rússia já não tem possibilidade de realizar diferentes experiências políticas e econômicas, transformações radicais e cataclismos. Em sua opinião, a Rússia não tem outro caminho senão a via democrática de desenvolvimento. Por outro lado, na sociedade russa são sempre populares os ideais de um Estado forte que sabe cuidar dos seus cidadãos. A idéia de solidariedade na Rússia é sempre mais forte do que os princípios de individualismo. Segundo Putin, a pedra retangular da estratégia da Rússia consiste no “patriotismo, Estado forte e solidariedade social”.


Outro trunfo de Vladimir Putin é a sua idade. Nos princípios da “perestroika” Putin já era funcionário experiente do nível médio. No entanto, ele não quis parar nem “contagiou-se” de várias doenças sociais características para dirigentes mais velhos da antiga URSS que não conseguiram adaptar-se às exigências da época de reformas e abandonaram a vida política.

Por outro lado, ele tam mais vantagens do que os demais líderes jovens que ainda estão a ganhar esperiência nas batalhas políticas. Dos seus antecessores o atual líder da Rússia distingue-se com o seu próprio estilo de trabalho e de contatos com a sociedade e com os meios de comunicação social. Durante os seus primeiros aparecimentos nos monitores televisivos ele ganhou popularidade por falar como pessoa preocupada com o seu trabalho e não fazer múltiplas declarações.
Nota-se a sua antipatia para com a pompa. Possuindo um estilo democrático de conduta pessoal e tendo confiança em si próprio, Putin é sempre respeituoso e tranquilo. Os seus ex-colegas destacam o seu domínio de si, presença de espírito, clareza de pensamento, dinamismo, grande capacidade de trabalho, exigência para com si mesmo e para com os outros e flexibilidade nos contatos com as pessoas. Nas suas entrevistas Putin prefere evitar falar dos seus gostos, simpatias ou fraquezas. Como um verdadeiro agente de um serviço secreto ele domina bem a si próprio, é respeituoso, nunca mostra emoções, controla sempre a expressão do rosto, mas por vezes fica “descongelado”.

Vladimir Putin é casado. A sua esposa, Liudmila, é filóloga de profissão. O Presidente interino tem duas filhas – de 14 e 15 anos. Pratica desporto: judô e esqui de montanha, gosta de correr e sabe elevar-se a pulso 15 vezes.

Tradução: Douglas Nascimento

agosto 5, 2003   Sem respostas